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sábado, 10 de setembro de 2016

Animais Fantásticos & Onde Habitam (J.K. Rowling)


Escrito por J.K. Rowling com o pseudônimo de Newt Scamander, Animais Fantásticos & Onde Habitam traz uma descrição completa de vários animais do universo de Harry Potter, além da Classificação do Ministério da Magia. Além disso, o livro traz várias anotações dos nossos queridos bruxos Harry Potter e Rony Weasley e um pequeno puxão de orelha aos moços que rabiscaram o livro por parte de Hermione (e isso não podia ser diferente). 
Mais um livro escrito para os fãs de Harry Potter, mas uma interessante fonte de criatividade por parte de Rowling. Criar um universo e descrever cada criatura da melhor forma possível não é uma tarefa tão fácil, mas foi feita maravilhosamente. Mas se você não gosta de livros muito descritivos ou extremamente detalhistas, apenas escolha outro para ler, pois simplesmente não poderia ser de outra forma. O fato de Rowling criar seu próprio universo é fabuloso e fazer com que seus leitores adentrem nesse universo consegue ser ainda melhor. A riqueza de detalhes para um simples inseto ou um enorme Troll faz com que consigamos imaginar todos os animais, independentemente de estarem ilustrados ou não.
Nunca tinha lido algo quase que inteiramente descritivo, mas acho que conseguiu superar minhas expectativas quanto a isso. Outro detalhe a ser mencionado são os trechos da história bruxa, o porquê dos centauros, por exemplo, serem classificados como animais, ou o porquê da Fênix receber a classificação XXXX (Perigoso / exige conhecimento especializado / bruxo perito pode enfrentar). São simples considerações que fazem toda a diferença.


Uma das coisas interessantes é a quantidade de informações que conseguimos descobrir sobre animais que foram citados uma ou duas vezes na série toda. É impressionante o tamanho da imaginação e criatividade para pensar nisso tudo. O livro, como eu tinha dito, traz algumas anotações dos nossos bruxinhos. Essas anotações trazem uma pitadinha de bom humor para toda essa teoria sobre animais, por exemplo, quando encontram algum animal perigoso logo se perguntam se Hagrid já experimentou criar algum.
Além disso, também contamos com relatos de bruxos que tenham vivenciado alguma situação com determinados animais ou então que conhecem alguma história que contribua para o livro. A união de todos esses porquês, todos esses detalhes e informações, fazem com que o livro chame o leitor e instigue sua curiosidade em conhecer cada animal ou então desperte sua vontade de procurar aquele animalzinho e descobrir tudo sobre ele.
O livro é bem interessante se você for um fã da saga, mas mesmo que você não seja um fã, é muito divertido descobrir o "ponto de vista bruxo" de cada um desses animais e também o porquê de nós, "trouxas", não vermos esses animais por aí. O livro tem poucas páginas, é organizado por ordem alfabética, animal por animal. Por ser bem curto, é uma leitura curta e um bom passatempo.




quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Morte Súbita (J.K. Rowling)


O romance para adultos de J.K Rowling se desprende da sua obra infanto-juvenil que fomos apresentados quando lemos o famoso livro do menino bruxo com a cicatriz. Nesse livro, Rowling finalmente pode fazer um jovem que vai ofender você, leitor de HP.
A história passa-se em Yarvin uma pequena cidade no interior da Inglaterra e o estopim para iniciar toda a trama é a MORTE SÚBITA de Farebros, uma importante figura da cidade que desenrolará toda a trama diretamente e indiretamente para os moradores daquela pequena cidade. 
Sem entrar muito em spoiler da história, um dos pontos que eu atribuo à obra é como ela foi uma escrita libertadora para a autora, onde finalmente, depois de anos escrevendo a saga do bruxo que todos nós amamos, ela conseguiu colocar nas palavras de jovens “trouxas” formas que nunca poderiam ser apresentadas em HP, personagens de  16 anos como Stuart “Bola”, Andrew, Gaia, a moça que se corta e principalmente Krystal, são pessoas com seus problemas, ideais, que buscam viver suas vidas atolados naquela pequena cidade. Eles fumam, bebem, fazem sexo e xingam quem tiver que xingar, porque é isso que pessoas fazem (nem todas, é claro), alguns deles passam a história brigando apenas por uma vida um pouco melhor. E isso que é interessante, porque são eles muitas vezes que estão a frente da história, de uma maneira imperceptível aos adultos.


Um dos “Plots” é a questão política da cidade, com a morte de um dos integrantes do conselho é necessário uma eleição para assumir seu lugar e entrar na disputa dualística entre os pró e contra Fields (cidade/periferia, ligada a Yarvin), esse mundo dos “adultos” deixa os jovens de fora, ao mesmo tempo que eles influenciam todo o decorrer do processo por motivos que eles nem imaginam.
Outro ponto que eu ressalvo é a micro-história a qual aborda em seu livro, diferente de HP onde temos uma aventura narrada pelo Protagonista, onde existem escolas mágicas, criaturas fantásticas e todo um mundo ameaçado por vocês sabem quem. Nesse livro nada é tão grandioso, em Morte Súbita a trama é mostrada através de diversos personagens que se alteram na hora narrar os acontecimentos com suas visões e história dos fatos que estão acontecendo. É perceptível ao leitor como tudo é interligado e como a morte gerou um efeito cascata para os personagens.
Infelizmente existem algumas ressalvas, como a filha de Howard, cuja única função é aparecer do nada com motivos não citados anteriormente, dar uma informação de grande importância e ir embora. Poderia ter existido uma forma deles conseguirem isso, sem utilizar desse recurso. Outro ponto, que não sei bem se é uma crítica, mas é o fato de todos os personagens serem infelizes ou melhor não serem felizes por completo, todos tem problemas e questões que guardam para si ou são revelados da pior forma possível e que se transbordam com a morte do protagonista, e o único personagem razoavelmente feliz é aquele que pouco assume uma empatia marcante ao leitor.
Então para aqueles que irão ler Morte Súbita, só quero deixar alguns comentários como: Vai ser complicado vocês lembrarem de todos os personagens e suas características, mas uma hora vocês conseguem, porque eles tendem a ser diferentes um do outro, mesmo que nas características superficiais. Nem todos os personagens se desenvolvem, alguns permanecem da forma que estão quase da mesma maneira que foram apresentados. E por fim, saiba que esse livro não vai trazer um final feliz para você, caro leitor. Pelo contrário, em certas cenas você vai sentir o gosto amargo dos acontecimentos, torcendo para que algo bom aconteça.




segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Os Contos de Beedle, o Bardo (J.K. Rowling)


Os Contos de Beedle, o Bardo de J.K. Rowling é um livro do universo de Harry Potter. Mais especificamente, é um dos livros que fazem parte da biblioteca de Hogwarts, sendo este traduzido das runas originais por Hermione Granger. O livro traz cinco contos infantis que são contados desde muito cedo às crianças bruxas (essas cinco histórias estão para os bruxos assim como Cinderela, Chapeuzinho Vermelho e outras, estão para nós, trouxas). Além disso, o livro traz comentários e considerações escritos pelo nosso querido Alvo Dumbledore.
As cinco histórias são consideravelmente curtas, o que faz muito sentido, já que são contos infantis. Os comentários de Dumbledore fazem com que o leitor se sinta parte do universo de Harry Potter, além de conhecer alguns detalhes extras sobre esse universo. É um livro escrito para quem gosta da série de livros e uma forma de aproximar os leitores ainda mais.


Eu, particularmente, gostei. É um bom livro pra se distrair. Além disso, também é um bom livro para relembrar alguns detalhes da série, já que com o tempo acabamos esquecendo (isso é permitido, principalmente, pelos comentários de Dumbledore). Foi um ótimo passatempo, li rapidamente devido à quantidade de páginas e diagramação. Outra coisa que deve ser comentada é a capa, que dá essa impressão de envelhecido e sujo, que claramente era a intenção, já que transporta o leitor direto para esse universo.
Uma "nova" versão dos clássicos "Era uma vez..." (para os trouxas, é claro).




sábado, 3 de setembro de 2016

O Mágico de Oz (L. Frank Baum)


O Mágico de Oz é um clássico da literatura infantil (mas NÃO, eu ainda não tinha lido) e mesmo assim atinge todo o tipo de público. Fui tomada por uma curiosidade logo na apresentação do livro: "O Mágico de Oz, de L. Frank Baum, está para os Estados Unidos assim como Alice no País das Maravilhas para a Inglaterra, ou os contos dos irmãos Grimm para a Alemanha". Essa frase tem logo uma pontinha de matemática (sim, amo) e ainda cita Alice no País das Maravilhas. 
Depois de ser submetida logo de cara a essa comparação, fica difícil fugir dela. Por isso, preciso fazer um breve comentário: O Mágico de Oz é um livro infantil, Alice no País das Maravilhas não. Das semelhanças, ambas acabam se perdendo num mundo desconhecido e querem voltar para a casa, enfrentam alguns desafios, conhecem amigos e inimigos. Os dois títulos tem realmente muita coisa em comum, mas O Mágico de Oz me fez sentir uma pitadinha de contos de fadas, que não senti em Alice no País das Maravilhas e esse, provavelmente, é o motivo de um ser um livro infantil e o outro não. 


O Mágico de Oz traz o tempo todo aquela sensação de que tudo dará certo no final e os desafios enfrentados pelos personagens, mesmo que levem dias para se resolver, parecem ser resolvidos com facilidade. Dorothy nunca lutou de fato, nunca enfrentou seus desafios de frente, tudo foi apenas se resolvendo.
Há alguns dias me fizeram um comentário muito interessante sobre essa história: "O Mágico de Oz sempre foi uma história muito provável pra mim, sempre achei possível, o fato de Dorothy ir atrás do seu animalzinho de estimação nos aproxima da realidade, pois qualquer um poderia ir atrás do seu". Apesar de tudo, a história é muito rica e por isso hoje é um grande clássico. É uma história para crianças, mas quem disse que não podemos lê-la? Se não conhece a história, vale muito a pena dar uma chance a ela.



quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Auggie e eu (R.J. Palacio)

Olá pessoas, tudo bem? Hoje, depois de muito tempo, teremos resenha! O escolhido da vez é Auggie e Eu de R.J. Palacio. Eu já era apaixonada por Extraordinário, e quando soube que três histórias complementares haviam sido escritas, logo quis! Acabei ganhando o livro de Natal (Obrigada!).


Milhares de leitores se encantaram com Auggie Pullman, um menino que, apesar da aparência incomum, é uma criança igual a qualquer outra. Em Extraordinário, somos apresentados a ele por seis perspectivas diferentes, mas a versão de alguns personagens muito especiais nunca havia sido revelada. Os contos reunidos foram também publicados, separadamente, em e-book.


Não dá pra falar de Auggie e Eu sem mencionar Extraordinário, então, se você ainda não leu este último, recomendo que leia primeiro. Pra começo de conversa, a melhor palavra para descrevê-lo seria o próprio título. Extraordinário é um livro no qual você se apaixona por alguns personagens e odeia outros. R.J. Palacio diz que, com Auggie e Eu, não quer que as pessoas esqueçam as maldades de Julian, por exemplo, mas quer que vejamos toda a situação com os olhos dele. E ela faz isso muito bem. Quando ela narra as histórias, em ambos os livros, consegue transmitir a personalidade de cada personagem narrando sua versão dos fatos, e isso é fantástico, pois mesmo não sabendo muitos detalhes sobre alguns personagens, você tem a sensação de conhecê-los. Esse livro traz agora a visão de outros personagens que, aparentemente, não teriam muita influência na vida de Auggie, mas será mesmo?


O capítulo do Julian mostra o ponto de vista de um personagem bem controverso. Quando Auggie e Julian se conheceram, logo ficou claro que os dois jamais seriam amigos. Por que Julian é tão malvado com Auggie? Será que o menino conseguirá se redimir? Nessa história, todos terão a chance de saber o que se passa na cabeça desse personagem tão polêmico.

Pra ser sincera, minha opinião a respeito de Julian mudou um pouco depois de alguns trechos de 365 Dias Extraordinários (digamos que há alguns extras perdidos por lá). Mas ainda assim, era difícil entender toda a situação. Quando ela diz (na introdução): "[...] Mas adorei a ideia de explorar a personalidade de Julian em um livrinho só dele - não para perdoar suas ações, porque são repreensíveis (não há justificativa para o que ele faz com Auggie), mas para entendê-lo melhor [...]", fiquei preocupada e com medo de ser decepcionada, afinal, como ela conseguiria fazer isso? Mas ela consegue, e lindamente. O capítulo do Julian foi o que me causou mais sentimento de amor e ódio. É possível perceber traços de personalidade de Julian nitidamente, como se não fosse preciso me contar quem estava narrando a história. Fantástico. 


Em Plutão, é o passado de Auggie que vem à tona. Christopher foi seu primeiro amigo. Eles compartilham as lembranças da infância; estavam juntos nos bons e maus momentos, desde as primeiras cirurgias de Auggie até as maratonas de Star Wars. Plutão narra com delicadeza a história dos dois amigos, que, apesar de terem se distanciado, aprendem que boas amizades valem um esforcinho a mais.

Christopher é pouco explorado em Extraordinário, até porque, nesse período, está distante do amigo. Mas como é um antigo amigo, desde o berço, conhece August muito bem e tem ótimas histórias para contar. E com Plutão aprendemos que "Boas amizades valem um esforcinho a mais", e mesmo que esse esfocinho seja grande, no final, valerá a pena. E mais uma vez, mesmo sem conhecer direito o personagem, conseguimos distinguir sua personalidade, seu jeitinho de ser. Se me dissessem que ele mora na minha cidade, até acreditaria, tamanha proximidade com o leitor.


Shingaling mostra Auggie pelos olhos de Charlotte, a menina que estava entre as três crianças escolhidas para apresentarem a ele a escola. Ela nos conta como as garotas reagiram à chegada dele e explica como elaborou o preceito citado no final de Extraordinário: "Não basta ser amigável. Você tem que ser amigo."

Charlotte aparece no início de Extraordinário e, até ler Shingaling, não sabemos muito sobre ela. Confesso que no início fiquei preocupada com o que iria descobrir sobre ela, mas acabei me identificando na maior parte. Uma garota insegura, preocupada com o que os outros pensam dela, preocupada se vai prejudicar alguém e extremamente pilhada com todas as coisas: Por que isso? Como? O que?... Enfim, o tempo inteiro fazendo perguntas a si mesma. Em Shingaling, Charlotte ensina até a construir Diagramas de Venn, HAHAH... Mas no fim, "Não basta ser amigável. Você tem que ser amigo". E o porquê desse preceito? Vai ter que ler pra descobrir!


Recomendo a todos que também leram e se apaixonaram por Extraordinário. Vale a pena conhecer a história de August por outros olhos.

ONDE ENCONTRAR?


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Turma da Mônica - Lições (Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi)

Olá pessoas, tudo bem? Pra quem leu minha opinião sobre Laços, saiba que estou ainda mais apaixonada por Lições... Sim, isso é possível. Leia o post e entenda o porquê.


Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão cometem um erro grave na escola. Agora, terão que encarar as consequências. E elas não serão poucas! Depois do sucesso de Laços, os irmãos Vitor e Lu Cafaggi retornam aos clássicos personagens de Mauricio de Sousa em Lições, mostrando o real valor da palavra amizade nesta Turma.


Assim como em Laços, a história em Lições é envolvente, e na minha opinião, mais emocionante ainda. Os personagens vão aprender a lidar com as consequências de seus erros, vão amadurecer e perceber que as vezes temos que enfrentar alguns obstáculos pelo caminho (alguns criados por nós mesmos).


Os personagens vão percebendo, ao longo da história, a falta que os amigos fazem quando não estão por perto, e como nossos medos parecem maiores quando estamos sozinhos. De certa forma, todos os personagens tiveram que, em algum momento, enfrentar seus medos.


As lembranças aparecem novamente, mostrando que essa amizade da Turma já acontece há muito tempo.


E que, mesmo com todos os problemas, não muda.
Ao decorrer da história, os personagens sentem-se "obrigados" a mudar e se "adequar" aos outros, mas no fim, percebem que isso não tem lógica nenhuma, e o que importa é se aceitar e ser você mesmo!


"Posso assinar no seu gesso?"

Espero que leiam e amem tanto quanto eu. Simplesmente maravilhoso!


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Turma da Mônica - Laços (Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi)

Olá pessoas, tudo bem? Sei que nunca falei sobre quadrinhos por aqui, mas é impossível ler essas edições tão lindas e incríveis e não falar nada a respeito. Hoje vou falar sobre Laços.


O Floquinho desapareceu. Para encontrar seu cachorro de estimação, Cebolinha conta com os amigos Cascão, Mônica e Magali e, claro, um plano "infalível". Em Laços, os irmãos Vitor e Lu Cafaggi levam os clássicos personagens de Mauricio de Sousa a uma aventura repleta de emoção, lembrança e perigos.


A Turma da Mônica pra mim é algo que remete à infância (sim, eu comecei a ler através dos gibis), e essa edição está simplesmente incrível, desde as ilustrações até a história, que é envolvente e emocionante. Parece bobagem, mas não dá para não se encantar com essa história.


No fim, esses "laços" são o que fazem a Turma da Mônica ser o que é. Essa amizade, companheirismo e cumplicidade que acontecem entre entre esses personagens tão queridos. A Mônica vive brigando com o Cebolinha, mas no final das contas, são amigos e ela não mede esforços para ajudar no que for preciso.


Essa preocupação que eles têm uns com os outros está sempre nos lembrando o que é amizade. No fim, não importa o que aconteça, não importa quão difícil seja a situação, se você tiver amigos, tudo fica mais fácil.


Outra coisa maravilhosa de Laços são as lembranças dos personagens e a ligação que eles fazem das lembranças com o momento em que estão. E novamente, voltamos à questão da amizade, dessa vez entre uma criança e seu cão. 


"É! A gente só sai daqui com o Floquinho! Não há outra opção!"

Sem mais palavras, estou morrendo de amores...


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Do que eu falo quando eu falo de corrida (Haruki Murakami)

Olá pessoas! Hoje é dia de resenha e o escolhido da vez foi Do que eu falo quando eu falo de corrida, de Haruki Murakami. No geral, o livro tem alguns trechos bem maçantes e repetitivos, mas ainda assim, consegue despertar certo interesse em quem lê. 


Este é um livro diferente de Murakami. Nele, o escritor fala sobre sua experiência como corredor de longas distâncias - com os treinos duros, a força de vontade, a tentativa de superar as próprias marcas - e como a atividade física influencia sua vida e sua obra.
Ao se debruçar em sua experiência como corredor, Murakami nos mostra um rico panorama de sua trajetória: o momento-chave em que ele decidiu se tornar escritor, seus grandes triunfos e desapontamentos, sua paixão por LPs, sua relação com os leitores e o incansável ritual que ele estabeleceu para escrever e correr.
Com um texto ágil, que o consagrou como um dos mais vibrantes autores da atualidade, Murakami vai ainda mais longe: para ele, a corrida e a escrita se cruzam em diversos aspectos. Tanto o maratonista como o romancista têm de desenvolver concentração e perseverança para seguir em frente, e os resultados só aparecem com o trabalho duro. Um pouco como a própria vida.


Não vou dizer que amei o livro, pois isso não seria verdade. Entretanto, pude aproveitar muita coisa dele. Como eu disse no início, alguns trechos são bem maçantes e repetitivos, mas acredito que são necessários para que o leitor compreenda quão incansável e quão persistente é Murakami.
Uma das coisas que achei mais interessante foi o fato dele criar uma ponte que liga o corredor ao romancista. De início, parece não fazer muito sentido, mas ele consegue estabelecer uma relação entre essas duas atividades (e não só entre elas, mas acredito que para qualquer aspecto da vida).
Qualquer coisa que você queira não vai cair do céu, você deve QUERER e FAZER, não adianta ficar esperando, ou então, desistir na primeira derrota. Mas acho que um pensamento incrível que pode-se tirar desse livro é: Não estabeleça metas pensando nos outros, estabeleça metas pensando em você, no que você é capaz e no que quer melhorar.


"Pelo menos ele nunca caminhou"

Até a próxima!


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Faça Boa Arte (Neil Gaiman)

Olá pessoas, tudo bem? Há algumas semanas li o discurso Faça Boa Arte de Neil Gaiman. O discurso deu origem ao livro que foi publicado de uma forma incrível e muito criativa. Acabei me esquecendo de falar sobre ele por aqui (aliás, faltou tempo pra isso), mas esse livro merece um espacinho por aqui.


Um discurso autêntico e repleto de significado - durante os 19 minutos em que falou, dois dos mais emblemáticos conselhos de Gaiman foram "criem suas próprias regras" e "cometam erros". Os conceitos libertadores defendidos para os alunos deram origem ao livro.
Gaiman teve a colaboração crucial do renomado designer gráfico Chip Kidd. A dupla abusa dos recursos gráficos e da metalinguagem para expressar o poder da criatividade. Gaiman alega que em qualquer área artística e de criação mesmo os erros que cometemos têm um grande potencial: com sensibilidade e muito trabalho, podem se transformar em brilhantes insights. Em relato pessoal, ele explica que certa vez, escrevendo Caroline em uma carta, inverteu de lugar o A e o O, e logo percebeu que Coraline parecia um nome de verdade. Um erro banal que, nas mãos do autor, tornou-se um fantástico acerto. Coraline é o título de um conto de fadas às avessas, publicado por Gaiman em 2002 e, mais tarde, adaptado para os cinemas. Uma história que conquistou milhares de novos admiradores para o trabalho do já aclamado autor.


Sinceramente? Esse discurso é maravilhoso. É incrível como poucas frases podem mudar a forma que você vê a vida. É você quem escolhe como será sua vida. Se quer chegar a algum lugar, trabalhe pra isso, mas não esqueça de aproveitar aquilo que está vivendo. 


Esse discurso é uma fonte de motivação e inspiração. Simplesmente leia e descubra coisas maravilhosas que podem mudar sua forma de viver e ver o que está ao seu redor.

Espero que leiam e que gostem tanto quanto eu. E "façam boa arte"...


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O Lado Bom da Vida (Matthew Quick)

Olá pessoas, tudo bem? Desculpem-me pela ausência aqui no blog, e como já expliquei tudo o que houve lá na página, não vou repetir aqui, certo? Bem, sem mais demora, vamos ao post de hoje! Nada melhor que voltar ao blog com uma resenha fresquinha. O escolhido da vez foi O Lado Bom da Vida de Matthew Quick.


Algumas pessoas me indicaram esse livro e disseram que gostaram bastante. Mas estou criando uma teoria de que quanto mais uma pessoa fala que o livro é bom, maiores são suas expectativas e, consequentemente, as chances de se decepcionar com o livro aumentam drasticamente. Entendam como preferirem...

Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele "lugar ruim", Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados".
Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com o pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.
Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.


O livro é horrível? Não.
O livro tem algumas partes divertidas e outras, nem tanto assim. O que muitos definem, nesse livro, como um amor verdadeiro, uma esperança que nunca acaba, ou ainda "tentar enxergar o lado bom da vida", na maior parte do livro me passou algo mais para uma obsessão do que qualquer outra coisa.
O fato de Pat amar Nikki e não se lembrar de nada que aconteceu antes de seu internamento, faz com que ele busque se reconciliar com ela a todo custo, sem medir consequências. Sei que seu estado psicológico não ajuda nessa situação, mas, ao decorrer do livro, simplesmente torci para que as coisas não dessem certo, ou melhor, que não fossem como ele queria (me matem, mas ok). 
É uma característica admirável tentar ver o lado bom da vida apesar de tudo apontar para que dê errado, mas em alguns momentos, simplesmente não dá para fazer isso, não dá para fingir que a vida é um conto de fadas, ou no caso, um filme onde o final é feliz. 


Sei que nesse momento, muitos estão me vendo como a pessoa mais fria do mundo (com um coração peludo de brinde, HAHAH).
Quando estava quase no fim do livro, comecei a pensar nos possíveis finais para a história... E cheguei à conclusão de que se o final fosse qualquer um dos imaginados, eu não gostaria do livro. O final foi diferente do que pensei e foi, também, melhor do que qualquer um que imaginei. Mas ainda assim, não foi o melhor livro que li, e está um pouco longe disso.

Espero que entendam meu ponto de vista, e se você gosta desse livro, não fique ofendido com os meus comentários, você também tem o direito de não gostar do meu livro favorito!


sábado, 11 de julho de 2015

Harry Potter e as Relíquias da Morte (J.K. Rowling)

Olá pessoas tudo bem? E, finalmente, terminei os 7 livros da série Harry Potter, por isso, vou falar de Harry Potter e as Relíquias da Morte, mas também vou falar sobre o que achei da série em geral.


Harry foi incumbido de uma tarefa funesta e aparentemente impossível: localizar e destruir as Horcruxes de Voldemort ainda existentes. O garoto jamais se sentiu tão sozinho ou diante de um futuro tão sombrio. De alguma forma, porém, Harry precisa reunir em seu íntimo forças para completar a incumbência recebida. Precisa deixar o calor, a segurança e o convívio n'A Toca e seguir, sem medo nem hesitação, o caminho inexorável que se abre à sua frente.
Neste volume final da série Harry Potter, J.K. Rowling revela de modo espetacular as respostas que os leitores aguardam, ansiosos. A narrativa fascinante e esmeradamente tecida, que se precipita, desvia e gira em um ritmo vertiginoso, comprova que a autora é uma exímia contadora de histórias, cujos livros serão sempre lidos, relidos e lidos mais uma vez.

Este, assim como os outros 6 livros, é fantástico. Eu nunca pensei que me apegaria tanto a um livro. É o típico caso de: Quero terminar o livro, mas não quero que ele acabe. Esse livro fez com que eu me desligasse do mundo de tal forma que, nos últimos capítulos, não consegui parar para nada, tive que ir até o fim... E ao mesmo tempo, sabia que quanto mais rápido acabasse, mas rápido estaria fora daquele universo (e isso é realmente perturbador). Mas enfim, o livro é maravilhoso!


A SÉRIE:


Como eu já havia dito, nunca tive interesse em ler Harry Potter. Muitas pessoas me falavam: "Você devia ler" ou então "O livro é muito bom". Entretanto, isso nunca me despertou a vontade de ler. Mas, quando conheci alguns leitores que realmente gostavam da série e demonstravam tanto amor por ela, acabei com uma imensa vontade de ler também, e então descobrir de onde vinha todo aquele amor. 
Agora, eu sou mais uma, apaixonada pela série, pelos personagens, por tudo. E, sinceramente, acho que somente aqueles que realmente amam um livro, conseguem despertar em outros a vontade de ler. Ainda estou me acostumando com a ideia de ter terminado, mas sei que existem muitos livros relacionados ao universo de Harry Potter, e quero ler todos os possíveis, HAHAHA...
Como vocês sabem, li o livro digital, mas não estarei realmente feliz enquanto não comprar minha coleção de livros físicos. Preciso ter todos os livros da série pertinho de mim (e sei que vou acabar relendo depois, HAHAHAH).

Espero que vocês tenham gostado e, se você ainda não leu, essa é uma recomendação de leitura. Até a próxima!