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sábado, 10 de setembro de 2016

Animais Fantásticos & Onde Habitam (J.K. Rowling)


Escrito por J.K. Rowling com o pseudônimo de Newt Scamander, Animais Fantásticos & Onde Habitam traz uma descrição completa de vários animais do universo de Harry Potter, além da Classificação do Ministério da Magia. Além disso, o livro traz várias anotações dos nossos queridos bruxos Harry Potter e Rony Weasley e um pequeno puxão de orelha aos moços que rabiscaram o livro por parte de Hermione (e isso não podia ser diferente). 
Mais um livro escrito para os fãs de Harry Potter, mas uma interessante fonte de criatividade por parte de Rowling. Criar um universo e descrever cada criatura da melhor forma possível não é uma tarefa tão fácil, mas foi feita maravilhosamente. Mas se você não gosta de livros muito descritivos ou extremamente detalhistas, apenas escolha outro para ler, pois simplesmente não poderia ser de outra forma. O fato de Rowling criar seu próprio universo é fabuloso e fazer com que seus leitores adentrem nesse universo consegue ser ainda melhor. A riqueza de detalhes para um simples inseto ou um enorme Troll faz com que consigamos imaginar todos os animais, independentemente de estarem ilustrados ou não.
Nunca tinha lido algo quase que inteiramente descritivo, mas acho que conseguiu superar minhas expectativas quanto a isso. Outro detalhe a ser mencionado são os trechos da história bruxa, o porquê dos centauros, por exemplo, serem classificados como animais, ou o porquê da Fênix receber a classificação XXXX (Perigoso / exige conhecimento especializado / bruxo perito pode enfrentar). São simples considerações que fazem toda a diferença.


Uma das coisas interessantes é a quantidade de informações que conseguimos descobrir sobre animais que foram citados uma ou duas vezes na série toda. É impressionante o tamanho da imaginação e criatividade para pensar nisso tudo. O livro, como eu tinha dito, traz algumas anotações dos nossos bruxinhos. Essas anotações trazem uma pitadinha de bom humor para toda essa teoria sobre animais, por exemplo, quando encontram algum animal perigoso logo se perguntam se Hagrid já experimentou criar algum.
Além disso, também contamos com relatos de bruxos que tenham vivenciado alguma situação com determinados animais ou então que conhecem alguma história que contribua para o livro. A união de todos esses porquês, todos esses detalhes e informações, fazem com que o livro chame o leitor e instigue sua curiosidade em conhecer cada animal ou então desperte sua vontade de procurar aquele animalzinho e descobrir tudo sobre ele.
O livro é bem interessante se você for um fã da saga, mas mesmo que você não seja um fã, é muito divertido descobrir o "ponto de vista bruxo" de cada um desses animais e também o porquê de nós, "trouxas", não vermos esses animais por aí. O livro tem poucas páginas, é organizado por ordem alfabética, animal por animal. Por ser bem curto, é uma leitura curta e um bom passatempo.




quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Morte Súbita (J.K. Rowling)


O romance para adultos de J.K Rowling se desprende da sua obra infanto-juvenil que fomos apresentados quando lemos o famoso livro do menino bruxo com a cicatriz. Nesse livro, Rowling finalmente pode fazer um jovem que vai ofender você, leitor de HP.
A história passa-se em Yarvin uma pequena cidade no interior da Inglaterra e o estopim para iniciar toda a trama é a MORTE SÚBITA de Farebros, uma importante figura da cidade que desenrolará toda a trama diretamente e indiretamente para os moradores daquela pequena cidade. 
Sem entrar muito em spoiler da história, um dos pontos que eu atribuo à obra é como ela foi uma escrita libertadora para a autora, onde finalmente, depois de anos escrevendo a saga do bruxo que todos nós amamos, ela conseguiu colocar nas palavras de jovens “trouxas” formas que nunca poderiam ser apresentadas em HP, personagens de  16 anos como Stuart “Bola”, Andrew, Gaia, a moça que se corta e principalmente Krystal, são pessoas com seus problemas, ideais, que buscam viver suas vidas atolados naquela pequena cidade. Eles fumam, bebem, fazem sexo e xingam quem tiver que xingar, porque é isso que pessoas fazem (nem todas, é claro), alguns deles passam a história brigando apenas por uma vida um pouco melhor. E isso que é interessante, porque são eles muitas vezes que estão a frente da história, de uma maneira imperceptível aos adultos.


Um dos “Plots” é a questão política da cidade, com a morte de um dos integrantes do conselho é necessário uma eleição para assumir seu lugar e entrar na disputa dualística entre os pró e contra Fields (cidade/periferia, ligada a Yarvin), esse mundo dos “adultos” deixa os jovens de fora, ao mesmo tempo que eles influenciam todo o decorrer do processo por motivos que eles nem imaginam.
Outro ponto que eu ressalvo é a micro-história a qual aborda em seu livro, diferente de HP onde temos uma aventura narrada pelo Protagonista, onde existem escolas mágicas, criaturas fantásticas e todo um mundo ameaçado por vocês sabem quem. Nesse livro nada é tão grandioso, em Morte Súbita a trama é mostrada através de diversos personagens que se alteram na hora narrar os acontecimentos com suas visões e história dos fatos que estão acontecendo. É perceptível ao leitor como tudo é interligado e como a morte gerou um efeito cascata para os personagens.
Infelizmente existem algumas ressalvas, como a filha de Howard, cuja única função é aparecer do nada com motivos não citados anteriormente, dar uma informação de grande importância e ir embora. Poderia ter existido uma forma deles conseguirem isso, sem utilizar desse recurso. Outro ponto, que não sei bem se é uma crítica, mas é o fato de todos os personagens serem infelizes ou melhor não serem felizes por completo, todos tem problemas e questões que guardam para si ou são revelados da pior forma possível e que se transbordam com a morte do protagonista, e o único personagem razoavelmente feliz é aquele que pouco assume uma empatia marcante ao leitor.
Então para aqueles que irão ler Morte Súbita, só quero deixar alguns comentários como: Vai ser complicado vocês lembrarem de todos os personagens e suas características, mas uma hora vocês conseguem, porque eles tendem a ser diferentes um do outro, mesmo que nas características superficiais. Nem todos os personagens se desenvolvem, alguns permanecem da forma que estão quase da mesma maneira que foram apresentados. E por fim, saiba que esse livro não vai trazer um final feliz para você, caro leitor. Pelo contrário, em certas cenas você vai sentir o gosto amargo dos acontecimentos, torcendo para que algo bom aconteça.




segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Os Contos de Beedle, o Bardo (J.K. Rowling)


Os Contos de Beedle, o Bardo de J.K. Rowling é um livro do universo de Harry Potter. Mais especificamente, é um dos livros que fazem parte da biblioteca de Hogwarts, sendo este traduzido das runas originais por Hermione Granger. O livro traz cinco contos infantis que são contados desde muito cedo às crianças bruxas (essas cinco histórias estão para os bruxos assim como Cinderela, Chapeuzinho Vermelho e outras, estão para nós, trouxas). Além disso, o livro traz comentários e considerações escritos pelo nosso querido Alvo Dumbledore.
As cinco histórias são consideravelmente curtas, o que faz muito sentido, já que são contos infantis. Os comentários de Dumbledore fazem com que o leitor se sinta parte do universo de Harry Potter, além de conhecer alguns detalhes extras sobre esse universo. É um livro escrito para quem gosta da série de livros e uma forma de aproximar os leitores ainda mais.


Eu, particularmente, gostei. É um bom livro pra se distrair. Além disso, também é um bom livro para relembrar alguns detalhes da série, já que com o tempo acabamos esquecendo (isso é permitido, principalmente, pelos comentários de Dumbledore). Foi um ótimo passatempo, li rapidamente devido à quantidade de páginas e diagramação. Outra coisa que deve ser comentada é a capa, que dá essa impressão de envelhecido e sujo, que claramente era a intenção, já que transporta o leitor direto para esse universo.
Uma "nova" versão dos clássicos "Era uma vez..." (para os trouxas, é claro).




sábado, 3 de setembro de 2016

O Mágico de Oz (L. Frank Baum)


O Mágico de Oz é um clássico da literatura infantil (mas NÃO, eu ainda não tinha lido) e mesmo assim atinge todo o tipo de público. Fui tomada por uma curiosidade logo na apresentação do livro: "O Mágico de Oz, de L. Frank Baum, está para os Estados Unidos assim como Alice no País das Maravilhas para a Inglaterra, ou os contos dos irmãos Grimm para a Alemanha". Essa frase tem logo uma pontinha de matemática (sim, amo) e ainda cita Alice no País das Maravilhas. 
Depois de ser submetida logo de cara a essa comparação, fica difícil fugir dela. Por isso, preciso fazer um breve comentário: O Mágico de Oz é um livro infantil, Alice no País das Maravilhas não. Das semelhanças, ambas acabam se perdendo num mundo desconhecido e querem voltar para a casa, enfrentam alguns desafios, conhecem amigos e inimigos. Os dois títulos tem realmente muita coisa em comum, mas O Mágico de Oz me fez sentir uma pitadinha de contos de fadas, que não senti em Alice no País das Maravilhas e esse, provavelmente, é o motivo de um ser um livro infantil e o outro não. 


O Mágico de Oz traz o tempo todo aquela sensação de que tudo dará certo no final e os desafios enfrentados pelos personagens, mesmo que levem dias para se resolver, parecem ser resolvidos com facilidade. Dorothy nunca lutou de fato, nunca enfrentou seus desafios de frente, tudo foi apenas se resolvendo.
Há alguns dias me fizeram um comentário muito interessante sobre essa história: "O Mágico de Oz sempre foi uma história muito provável pra mim, sempre achei possível, o fato de Dorothy ir atrás do seu animalzinho de estimação nos aproxima da realidade, pois qualquer um poderia ir atrás do seu". Apesar de tudo, a história é muito rica e por isso hoje é um grande clássico. É uma história para crianças, mas quem disse que não podemos lê-la? Se não conhece a história, vale muito a pena dar uma chance a ela.



quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Auggie e eu (R.J. Palacio)

Olá pessoas, tudo bem? Hoje, depois de muito tempo, teremos resenha! O escolhido da vez é Auggie e Eu de R.J. Palacio. Eu já era apaixonada por Extraordinário, e quando soube que três histórias complementares haviam sido escritas, logo quis! Acabei ganhando o livro de Natal (Obrigada!).


Milhares de leitores se encantaram com Auggie Pullman, um menino que, apesar da aparência incomum, é uma criança igual a qualquer outra. Em Extraordinário, somos apresentados a ele por seis perspectivas diferentes, mas a versão de alguns personagens muito especiais nunca havia sido revelada. Os contos reunidos foram também publicados, separadamente, em e-book.


Não dá pra falar de Auggie e Eu sem mencionar Extraordinário, então, se você ainda não leu este último, recomendo que leia primeiro. Pra começo de conversa, a melhor palavra para descrevê-lo seria o próprio título. Extraordinário é um livro no qual você se apaixona por alguns personagens e odeia outros. R.J. Palacio diz que, com Auggie e Eu, não quer que as pessoas esqueçam as maldades de Julian, por exemplo, mas quer que vejamos toda a situação com os olhos dele. E ela faz isso muito bem. Quando ela narra as histórias, em ambos os livros, consegue transmitir a personalidade de cada personagem narrando sua versão dos fatos, e isso é fantástico, pois mesmo não sabendo muitos detalhes sobre alguns personagens, você tem a sensação de conhecê-los. Esse livro traz agora a visão de outros personagens que, aparentemente, não teriam muita influência na vida de Auggie, mas será mesmo?


O capítulo do Julian mostra o ponto de vista de um personagem bem controverso. Quando Auggie e Julian se conheceram, logo ficou claro que os dois jamais seriam amigos. Por que Julian é tão malvado com Auggie? Será que o menino conseguirá se redimir? Nessa história, todos terão a chance de saber o que se passa na cabeça desse personagem tão polêmico.

Pra ser sincera, minha opinião a respeito de Julian mudou um pouco depois de alguns trechos de 365 Dias Extraordinários (digamos que há alguns extras perdidos por lá). Mas ainda assim, era difícil entender toda a situação. Quando ela diz (na introdução): "[...] Mas adorei a ideia de explorar a personalidade de Julian em um livrinho só dele - não para perdoar suas ações, porque são repreensíveis (não há justificativa para o que ele faz com Auggie), mas para entendê-lo melhor [...]", fiquei preocupada e com medo de ser decepcionada, afinal, como ela conseguiria fazer isso? Mas ela consegue, e lindamente. O capítulo do Julian foi o que me causou mais sentimento de amor e ódio. É possível perceber traços de personalidade de Julian nitidamente, como se não fosse preciso me contar quem estava narrando a história. Fantástico. 


Em Plutão, é o passado de Auggie que vem à tona. Christopher foi seu primeiro amigo. Eles compartilham as lembranças da infância; estavam juntos nos bons e maus momentos, desde as primeiras cirurgias de Auggie até as maratonas de Star Wars. Plutão narra com delicadeza a história dos dois amigos, que, apesar de terem se distanciado, aprendem que boas amizades valem um esforcinho a mais.

Christopher é pouco explorado em Extraordinário, até porque, nesse período, está distante do amigo. Mas como é um antigo amigo, desde o berço, conhece August muito bem e tem ótimas histórias para contar. E com Plutão aprendemos que "Boas amizades valem um esforcinho a mais", e mesmo que esse esfocinho seja grande, no final, valerá a pena. E mais uma vez, mesmo sem conhecer direito o personagem, conseguimos distinguir sua personalidade, seu jeitinho de ser. Se me dissessem que ele mora na minha cidade, até acreditaria, tamanha proximidade com o leitor.


Shingaling mostra Auggie pelos olhos de Charlotte, a menina que estava entre as três crianças escolhidas para apresentarem a ele a escola. Ela nos conta como as garotas reagiram à chegada dele e explica como elaborou o preceito citado no final de Extraordinário: "Não basta ser amigável. Você tem que ser amigo."

Charlotte aparece no início de Extraordinário e, até ler Shingaling, não sabemos muito sobre ela. Confesso que no início fiquei preocupada com o que iria descobrir sobre ela, mas acabei me identificando na maior parte. Uma garota insegura, preocupada com o que os outros pensam dela, preocupada se vai prejudicar alguém e extremamente pilhada com todas as coisas: Por que isso? Como? O que?... Enfim, o tempo inteiro fazendo perguntas a si mesma. Em Shingaling, Charlotte ensina até a construir Diagramas de Venn, HAHAH... Mas no fim, "Não basta ser amigável. Você tem que ser amigo". E o porquê desse preceito? Vai ter que ler pra descobrir!


Recomendo a todos que também leram e se apaixonaram por Extraordinário. Vale a pena conhecer a história de August por outros olhos.

ONDE ENCONTRAR?


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Livros por cor: 10 livros de capa roxo azulada

Olá pessoas, tudo bem? Aí você pede uma sugestão de cor pra uma pessoa e ela diz "roxo azulado". Juro que interpretei essa cor da melhor forma possível, ainda que alguns livros possuam a capa mais "arroxeada" e outros mais "azulada". Enfim, acho que deu pra entender que foi difícil encontrar essa cor, mas enfim, hoje teremos 10 livros de capa roxo azulada, como pediu o menino Eduardo, AHHAHAAHA...


Lembrando sempre que essa é uma seleção de livros completamente aleatória. Se você já leu algum desses livros, não esqueça de dar sua opinião nos comentários (queremos saber).


É inútil resistir à paixão quando ela te escolhe. O inesperado reencontro de Elena e Leonardo em Roma os levará ao verdadeiro amor? Elena virou a página. Os dias de paixão e loucura com Leonardo a tornaram uma mulher mais forte, a conduziram ao lado sombrio do prazer, mas agora são apenas uma lembrança que de vez em quando atravessa seu pensamento. Hoje, Elena sabe o que quer e escolheu Filippo: é por ele que deixou Veneza e se mudou para Roma. A vida deles juntos é uma perfeita harmonia, tanto na cama quanto fora dela. Mas apagar de vez o passado, se o destino faz de tudo para impedir isso, é impossível. Porque a história com Leonardo parece ainda não ter acabado: basta um encontro casual para reacender o fogo que, na verdade, nunca tinha apagado.

Em O Lado mais Sombrio, a releitura dark de Alice no País das Maravilhas, Alyssa Gardner foi coroada Rainha, mas acabou preferindo deixar seus afazeres reais para trás e viver no mundo dos humanos. Durante um ano ela tentou voltar a ser a Alyssa de antes, com seu namorado, Jeb, sua mãe, que voltou para casa, seus amigos, o baile de formatura e a promessa de ter um futuro em Londres. No entanto, Morfeu, o intraterreno sedutor e manipulador que povoa os sonhos de Alyssa, não permitirá que ela despreze o seu legado. O mesmo vale para o País das Maravilhas, que parece não ter superado o abandono. Alyssa se vê dividida entre dois mundos - Jeb e sua vida como humana... e a loucura inebriante do mundo de Morfeu.Quando o reino delirante começa a invadir sua vida real, Alyssa precisa encontrar uma forma de manter o equilíbrio entre as duas dimensões ou perder tudo aquilo que mais ama.

Algo parece estranhamente familiar em relação a Daniel Grigori. Solitário e enigmático, ele chama a atenção de Luce logo no seu primeiro dia de aula no reformatório. A mudança de escola foi difícil para a jovem, mas encontrar Daniel parece aliviar o peso das sombras que atormentam seu passado: um incêndio misterioso que provocou a morte de seu namorado levou Luce até ali. Irremediavelmente atraída por Daniel, ela quer descobrir qual é o segredo que ele precisa tanto esconder - uma verdade que poderia matá-la. Algo que, em suas vidas passadas, Daniel não conseguiu evitar.

Rick Riordan, o autor da série Percy Jackson e os Olimpianos, assina agora o guia pelo qual todos os fãs esperavam: Os Arquivos do Semideus. Além de três histórias inéditas com Percy e seus companheiros, o livro traz jogos, perfis ilustrados, entrevistas com os principais personagens da saga, o mapa oficial do Acampamento Meio-Sangue e dicas de como se preparar para uma temporada de treinamento - incluindo uma espiada exclusiva no que Annabeth Chase leva em sua mala.

Uma fascinante história sobre vidas paralelas, famílias separadas pelo destino, segredos do passado e o infinito poder do amor verdadeiro. Inverno de 1964. Uma violenta tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto de seus filhos gêmeos. O menino, primeiro a nascer, é perfeitamente saudável, mas o médico logo reconhece na menina sinais da Síndrome de Down. Guiado por um impulso irrefreável e por dolorosas lembranças do passado, Dr. Henry toma uma decisão que mudará para sempre a vida de todos e o assombrará até a morte: ele pede que sua enfermeira, Caroline, entregue a criança para adoção e diz à esposa que a menina não sobreviveu. Tocada pela fragilidade do bebê, Caroline decide sair da cidade e criar Phoebe como sua própria filha. E Norah, a mãe, jamais consegue se recuperar do imenso vazio causado pela ausência da menina.


Um bebê escapa de seu assassino  encontra abrigo num cemitério. Lá, será criado por fantasmas e aprenderá sobre a vida com os mortos, seus melhores amigos. Enquanto ele cresce entre lápides e capelas mortuárias, o perigo continua rondando do lado de fora. A mesma lâmina que matou seus pais e sua irmã espera ansiosa para terminar sua tarefa. Mas o garoto, conhecido como Ninguém, não está sozinho. Ele tem um guardião que não pertence nem ao mundo dos vivos, nem ao dos mortos; uma legião de amigos que muitas vezes só ele pode ver e ouvir, mas que podem assombrar seus inimigos; conhece os truques e os feitiços de seres de outros mundos, pode sumir e invadir sonhos. Neil Gaiman consegue prender a atenção do leitor e causar arrepios, ao mesmo tempo em que tece uma trama tocante sobre amizade, lealdade e amadurecimento. A aventura mais perigosa do jovem herói, como a de todos nós, é sobreviver. Veja a resenha!

Um conto de fadas às avessas que reconhece a subestimada e, por vezes esquecida, maturidade da maioria dos jovens leitores. Nele, Gaiman encara pela primeira vez o desafio de escrever fantasias assustadoras para as crianças e vai além dos tradicionais dragões, príncipes encantados, frágeis princesas ou gigantes padronizados que habitam esse universo, criando uma personagem com a qual as crianças podem facilmente se identificar.

Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que não são deste mundo.

Anos após ter deixado o Reino das Vozes que não Se Calam para trás, Sophie começou a trabalhar como assistente de uma famosa banda de rock. Enquanto tenta lidar com os desafios de sua nova vida, a jovem não imagina que em breve será chamada para o seu mundo mágico. E muito menos o quanto sua longa ausência foi prejudicial para o Reino. Será que ela precisará decidir outra vez entre a realidade e a fantasia?

Em diferentes pontos do planeta Terra, cinco pessoas com histórias e origens completamente distintas desaparecem por motivos variados e acordam numa outra realidade. Em meio a guerras envolvendo demônios, dragões, homens-leão, seres fantásticos e metal vivo, os cinco precisam compreender os motivos de estarem ali e combater um mal que talvez não possa ser impedido.


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Do que eu falo quando eu falo de corrida (Haruki Murakami)

Olá pessoas! Hoje é dia de resenha e o escolhido da vez foi Do que eu falo quando eu falo de corrida, de Haruki Murakami. No geral, o livro tem alguns trechos bem maçantes e repetitivos, mas ainda assim, consegue despertar certo interesse em quem lê. 


Este é um livro diferente de Murakami. Nele, o escritor fala sobre sua experiência como corredor de longas distâncias - com os treinos duros, a força de vontade, a tentativa de superar as próprias marcas - e como a atividade física influencia sua vida e sua obra.
Ao se debruçar em sua experiência como corredor, Murakami nos mostra um rico panorama de sua trajetória: o momento-chave em que ele decidiu se tornar escritor, seus grandes triunfos e desapontamentos, sua paixão por LPs, sua relação com os leitores e o incansável ritual que ele estabeleceu para escrever e correr.
Com um texto ágil, que o consagrou como um dos mais vibrantes autores da atualidade, Murakami vai ainda mais longe: para ele, a corrida e a escrita se cruzam em diversos aspectos. Tanto o maratonista como o romancista têm de desenvolver concentração e perseverança para seguir em frente, e os resultados só aparecem com o trabalho duro. Um pouco como a própria vida.


Não vou dizer que amei o livro, pois isso não seria verdade. Entretanto, pude aproveitar muita coisa dele. Como eu disse no início, alguns trechos são bem maçantes e repetitivos, mas acredito que são necessários para que o leitor compreenda quão incansável e quão persistente é Murakami.
Uma das coisas que achei mais interessante foi o fato dele criar uma ponte que liga o corredor ao romancista. De início, parece não fazer muito sentido, mas ele consegue estabelecer uma relação entre essas duas atividades (e não só entre elas, mas acredito que para qualquer aspecto da vida).
Qualquer coisa que você queira não vai cair do céu, você deve QUERER e FAZER, não adianta ficar esperando, ou então, desistir na primeira derrota. Mas acho que um pensamento incrível que pode-se tirar desse livro é: Não estabeleça metas pensando nos outros, estabeleça metas pensando em você, no que você é capaz e no que quer melhorar.


"Pelo menos ele nunca caminhou"

Até a próxima!


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Livros por cor: 10 livros de capa vermelha

Olá pessoas, tudo bem? Hoje é dia de uma seleção incrível de livros por cor. A cor vermelha foi escolhida por uma leitora lá na página. (Aproveita e curte).


Essa é uma seleção completamente aleatória. Se você já leu algum dos livros desse post, conte o que achou!


"O livro de estudo utilizado por Harry Potter e seus amigos na versão dos trouxas!" Descubra o que um pufoso come, porque não é bom deixar vasilhas de leite à porta de casa para um ouriço e qual é o habitat do quintípede, entre outras curiosidades.

Antes de decifrar O código Da Vinci, Robert Langdon, o famoso professor de simbologia de Harvard, vive sua primeira aventura em Anjos e Demônios, quando tenta impedir que uma antiga sociedade secreta destrua a Cidade do Vaticano. Às vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, Langdon é chamado às pressas para analisar um misterioso símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado em um grande centro de pesquisas na Suíça. Ele descobre indícios de algo inimaginável: a assinatura macabra no corpo da vítima é dos Illuminati, uma poderosa fraternidade que ressurgiu disposta a levar a cabo a lendária vingança contra a Igreja Católica. De posse de uma nova arma devastadora, roubada do centro de pesquisas, ela ameaça explodir a Cidade do Vaticano e matar os quatro cardeais mais cotados para a sucessão papal.

O personagem que dá título ao best-seller internacional é David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo - principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico. Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas uma boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma. Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno.

A narrativa se estrutura numa constante tensão entre o que de fato aconteceu, o que poderia ter sido e a mais pura imaginação. Na São Paulo dos anos 1960, o adolescente Francisco de Hollander, ou Ciccio, encontra uma carta em alemão dentro de um volume na vasta biblioteca paterna, a segunda maior da cidade. Em meio a porres, roubos recreativos de carros e jornadas nem sempre lícitas a livros empoeirados, surgem pistas que detonam uma missão de vida inteira. Ao tentar traçar o destino de seu irmão alemão, parece também estar em jogo para o narrador ganhar o respeito do pai, que, apesar dos arroubos intelectuais de Ciccio, tem mais afinidade com Domingos, ou Mimmo, seu outro filho, galanteador contumaz, leitor da Playboy e da Luluziha, e sempre a par das novas sobre Brigitte Bardot. A despeito das tentativas de mediação da mãe, Assunta - italiana doce e enérgica, justa e com todos compreensiva -, a relação dos irmãos é quase feita só de silêncio, competição e ressentimento. Num decurso temporal que chega à Berlim dos dias presentes, e que tem no horror da ditadura militar brasileira e nos ecos do Holocausto seus centros de força, O irmão alemão conduz o leitor por caminhos vertiginosos através dessa busca pela verdade e pelos afetos.

O ano é 1997. Em meio a um intenso tiroteio, durante uma das épocas mais sangrentas da favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, um menino de 13 anos descobre que é bruxo. Jurado de morte pelos chefes do tráfico, Hugo foge com apenas um objetivo em mente: aprender magia o suficiente para voltar e enfrentar o bandido que ameaça sua família. Neste processo de aprendizado, no entanto, ele pode acabar por descobrir o quanto de bandido há dentro dele mesmo.


Como Treinar o seu Dragão conta a tumultuada jornada de Soluço em sua iniciação como um legítimo guerreiro viking: junto com os outros garotos da tribo, ele precisa domesticar e treinar o dragão mais feroz e assustador que for capaz de capturar. Em vez disso, Soluço acaba com o menor dragão que já se viu - e, para piorar, o animal é teimoso, impossível de ser adestrado e completamente banguela. Começa aí a aventura do mais encantador e improvável dos heróis e de seu dragão muito mal-educado.

Um assassinato dentro do Museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos líderes dessa antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton. Momentos antes de morrer, Saunière deixa uma mensagem cifrada que apenas a criptógrafa Sophie Neveu e Robert Langdon, um simbologista, podem desvendar. Eles viram suspeitos e em detetives enquanto tentam decifrar um intricado quebra-cabeças que pode lhes revelar um segredo milenar que envolve a Igreja Católica. Apenas alguns passos à frente das autoridades e do perigoso assassino, Sophie e Robert vão à procura de pistas ocultas nas obras de Da Vinci e se debruçam sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental - da natureza do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal. Mesclando os ingredientes de um envolvente suspense com informações sobre obras de arte, documentos e rituais secretos, Dan Brown consagrou-se como um dos autores mais brilhantes da atualidade.

Depois de ganhar os Jogos Vorazes, competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Dessa vez, além de lutar por sua própria vida, terá que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem. 

Dexter e Rita viajam a Paris em uma lua-de-mel que, para ela, serão dias especiais e românticos, enquanto, para ele, será uma das melhores oportunidades para manter a fachada de cidadão acima de qualquer suspeita. Na França, eles assistem a uma performance curiosa: um vídeo no qual um artista decepa sua própria perna, procurando mostrar que cada parte do corpo humano pode servir como arte. Porém, mesmo encantados com a Cidade Luz, Dexter precisa voltar à ativa. Na volta a Miami, ele logo descobre que terá de encarar um inusitado serial killer. Depois do crime, o assassino faz questão de dispor os corpos das vítimas de maneira a parecer uma obra de arte. Sentindo seu passageiro das trevas cada vez mais inquieto, Dexter percebe que tem diante de si um assassino meticuloso, que, além de matar, faz questão de filmar os preparativos para o assassinato e enviá-los para a polícia. Em meio à procura pelo serial killer, Dexter tem que enfrentar outro problema: apesar de seu casamento com Rita parecer estar nos eixos, ele terá de lidar com os anseios de seus enteados, Astor e Cody, cada vez mais dispostos a entrar em ação.

Do castelo de Hogwarts a Azkaban e ao Ministério da Magia, as inesquecíveis locações dos filmes de Harry Potter, são, de muitas maneiras, tão amadas quanto os próprios personagens da série. Os lugares mágicos dos filmes de Harry Potter traz um olhar cativante sobre os sets desenhados, construídos, decorados e digitalmente ampliados especificamente para os filmes. Perfis detalhados de cada ambiente incluem artes conceituais jamais vistas, fotografias dos bastidores, capturas de tela e outros segredos do arquivo da Warner Bros. Um mapa destacável do Beco Diagonal - réplica do original criado para o set do Caldeirão Furado - e um panfleto com uma seleção das pinturas de Hogwarts completam este singular acréscimo ao aclamado O livro das criaturas de Harry Potter.


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Faça Boa Arte (Neil Gaiman)

Olá pessoas, tudo bem? Há algumas semanas li o discurso Faça Boa Arte de Neil Gaiman. O discurso deu origem ao livro que foi publicado de uma forma incrível e muito criativa. Acabei me esquecendo de falar sobre ele por aqui (aliás, faltou tempo pra isso), mas esse livro merece um espacinho por aqui.


Um discurso autêntico e repleto de significado - durante os 19 minutos em que falou, dois dos mais emblemáticos conselhos de Gaiman foram "criem suas próprias regras" e "cometam erros". Os conceitos libertadores defendidos para os alunos deram origem ao livro.
Gaiman teve a colaboração crucial do renomado designer gráfico Chip Kidd. A dupla abusa dos recursos gráficos e da metalinguagem para expressar o poder da criatividade. Gaiman alega que em qualquer área artística e de criação mesmo os erros que cometemos têm um grande potencial: com sensibilidade e muito trabalho, podem se transformar em brilhantes insights. Em relato pessoal, ele explica que certa vez, escrevendo Caroline em uma carta, inverteu de lugar o A e o O, e logo percebeu que Coraline parecia um nome de verdade. Um erro banal que, nas mãos do autor, tornou-se um fantástico acerto. Coraline é o título de um conto de fadas às avessas, publicado por Gaiman em 2002 e, mais tarde, adaptado para os cinemas. Uma história que conquistou milhares de novos admiradores para o trabalho do já aclamado autor.


Sinceramente? Esse discurso é maravilhoso. É incrível como poucas frases podem mudar a forma que você vê a vida. É você quem escolhe como será sua vida. Se quer chegar a algum lugar, trabalhe pra isso, mas não esqueça de aproveitar aquilo que está vivendo. 


Esse discurso é uma fonte de motivação e inspiração. Simplesmente leia e descubra coisas maravilhosas que podem mudar sua forma de viver e ver o que está ao seu redor.

Espero que leiam e que gostem tanto quanto eu. E "façam boa arte"...


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

5 edições de um livro: Quem é você, Alasca?

Olá pessoas, tudo bem? O escolhido de hoje é Quem é você, Alasca?, que foi publicado pela primeira vez em 2005, nos Estados Unidos, o romance de estreia de John Green. Existem muitas edições, mas para o post de hoje, separei 5 (como vocês devem imaginar, HAHAHA)


Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao Grande Talvez.


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Qual é a sua edição favorita?


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Estante organizada por cor

Olá pessoas, tudo bem? Uma das formas de organizar sua estante é classificando os livros por cor. Já pensou em fazer isso?


A ideia é montar um degradê de acordo com as capas dos livros. Algumas estantes ficam realmente incríveis. Eu só tenho um problema com essa forma de organização: livros de coleções ficam separados (na maioria das vezes). Mas, se você não tem nenhum problema com esse tipo de coisa, então vá em frente!


Você pode colocar várias cores em uma única prateleira, ou (se você tiver muitos livros), colocar cada cor numa prateleira/nicho diferente.


Se você organizar da maneira correta, o resultado fica incrível. Vale a pena tentar!
Veja também: LIVROS POR COR